Interoperabilidade no Contexto do Governo Electrónico
A Comissão Europeia, seguindo a estratégia de Lisboa aprovada no Conselho Europeu de Lisboa em Março de 2000, considerou a interoperabilidade como factor estratégico de desenvolvimento pela partilha de informação e conhecimento que propicia.
A interoperabilidade manifesta-se em várias plataformas paralelas de desenvolvimento: tecnologia, serviços, normalização, comunicação esta última envolvendo semântica (o significado das coisas) e sintaxe (a forma como as coisas são comunicadas).
É nesta última componente - comunicação - que se insere a metainformação. Na prática pretende-se que diferentes recursos de informação sejam descritos através de elementos comuns que todos utilizem e consequentemente todos compreendam da mesma forma.
Para além das vantagens decorrentes da eficácia na pesquisa e recuperação de recursos apresenta ainda a possibilidade da informação ser reutilizada poupando tempo e aumentando a eficácia dos serviços. Desta forma, tanto o público em geral como as organizações produtoras são beneficiadas.
A DGARQ no âmbito das suas competências apoia o Governo Electrónica em todas as iniciativas que respeitem a produção, comunicação e salvaguarda de informação de arquivo produzida e mantida em formato digital.
Neste contexto a DGARQ apoiou o projecto coordenado pela Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros e designado por “PCM: plataforma comum de modernização”, para o que produziu um documento sobre Governo Electrónico e interoperabilidade.
A DGARQ desenvolveu um esquema de metainformação destinado essencialmente a permitir a interoperabilidade semântica entre organizações.
Embora este esquema tenha sido desenvolvido especialmente para facilitar o acesso a recursos arquivísticos/documentação administrativa, pretende-se que seja capaz de suportar a descrição da generalidade dos recursos de informação de qualquer organização.
O presente documento foi produzido pela DGARQ no contexto de um Grupo de Trabalho composto por diversos organismos da AP (SGPCM, SGMAI, SGMF, SGMAOTDR, II *) e a que a DGARQ deu consultoria, que o avaliou preliminarmente contemplando apenas os elementos de aplicação obrigatória.
A DGARQ assumiu igualmente a coordenação do desenvolvimento de uma estrutura de classificação comum designada por MEF - Macroestrutura Funcional.
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